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Por que Ler o Livro "12 Não é Demais"?

Por Joel R. Beeke


Meu amigo de muitos anos, a quem respeitosamente chamo Juiz Hekman devido ao seu trabalho que honra a Deus como magistrado em nossa comunidade, é um homem prático e direto. Valorizo minha amizade em Cristo com ele. É uma alegria estar em sua companhia, mas eu te aviso com amor: os pontos de vista dele são bíblicos e fortes quando o tema consiste em assuntos como a necessidade de oração e avivamento, a atrocidade de matar bebês no útero (que nós educadamente designamos aborto) e o chamado para entregarmos toda a vida ao senhorio de Cristo — incluindo-se a área do tamanho da nossa família, o tema deste livro bastante provocativo, desafiador e cativante.


O juiz Hekman escreve sobre este assunto volátil a partir de sua profunda experiência pessoal como pai de doze filhos. Ele se sentiu guiado por Deus a desistir de algumas de suas maiores ambições pessoais, a fim de se submeter ao senhorio de Cristo no que diz respeito a ter mais filhos, caso o Senhor assim o conduzisse. Seu relato é contado de maneira cativante nestas páginas (Parte Um); depois delas, ele revela o que as Escrituras têm a dizer sobre ter filhos e como criá-los (Parte Dois). Na parte final do livro, ele responde a dez argumentos recorrentes que maridos e mulheres (incluindo muitos cristãos) apresentam contra deixar Cristo ser o Senhor do número de filhos que Ele lhes deseja emprestar e legar para serem criados para Ele.


Existe uma maneira boa e uma maneira ruim de ler este livro. A maneira ruim é separar cada afirmação feita pelo bom juiz, e com a qual você não concorda de imediato, de modo que você perca a floresta porque examina cada árvore bem de perto. A maneira errada de ler este livro é afirmar que o autor acredita que todos deveriam ter de dez a quinze filhos, se possível, sem considerar as circunstâncias. No nosso caso, por exemplo, minha esposa e eu fomos abençoados com três filhos e desejávamos ter mais. A quarta gravidez foi terminada por um aborto espontâneo. Naquela época, minha esposa estava perto do fim da idade fértil e tivemos de nos perguntar: deveríamos continuar a tentar ter filhos enquanto as crises de enxaqueca de minha esposa se tornavam mais graves e frequentes a cada gravidez? Por fim, decidimos nos valer de uma abordagem intermediária nos últimos anos de possível gravidez: não usaríamos nenhum meio artificial para prevenir a gravidez, mas também não nos esforçaríamos para ela engravidar por causa dos perigos e complicações para sua saúde. Em outras palavras, teríamos adorado ter mais filhos, se essa fosse a vontade de Deus para nós, mas também tivemos que nos curvar à Sua soberania no assunto. Não acredito nem por um momento que o juiz Hekman nos condenaria pelo uso dessa abordagem, dada a gravidade das crises de enxaqueca da minha mulher. A questão em tais casos é esta: você está limitando o tamanho da sua família porque deseja viver de forma egoísta para alcançar os seus objetivos ou se curva diante da soberania de Deus e concorda com a vontade Dele de limitar o tamanho da sua família por meio de circunstâncias imperiosas?


A maneira correta de ler este livro é falar consigo mesmo assim: “Não preciso concordar com todos os detalhes escritos pelo autor para chegar à conclusão principal do livro: vou, ou não, deixar Cristo ser Senhor também desta importante área da minha vida chamada gravidez? Continuarei a seguir o modo de procriação do mundo, ou seja, que minha esposa e eu tentaremos engravidar apenas com a frequência que tivermos vontade, e teremos apenas quantos filhos quisermos, ou nos curvaremos diante do Senhorio soberano de Deus, e teremos tantos filhos quantos Ele nos proporcionar, se não houver circunstâncias atenuantes convincentes que nos impeçam de tentar ter mais filhos?”. Analisar esta pergunta com afinco é a maneira certa de ler este livro.


Este é um livro que precisava ser escrito. Muitos cristãos hoje consideram os filhos como algo que atrapalha o que eles desejam da vida, por isso acabam vivendo de forma egoísta, esforçando-se para limitar o número de filhos para coincidir com os seus planos muitas vezes egoístas. Muitos cristãos também não conseguem compreender a beleza e a alegria de uma grande família cristã — caso o Senhor a proveja de forma soberana para a Sua honra e glória!


Pela graça soberana do Senhor, deixe-me ilustrar com minha extensa família. Eu tenho dois irmãos e duas irmãs. Eles são todos tementes a Deus e todos têm cônjuges tementes a Deus, e todos têm casamentos abençoados. Meus irmãos e suas esposas têm treze e cinco filhos respectivamente, e minhas irmãs e seus maridos têm nove e cinco filhos respectivamente. Minha mãe, que era filha única e se tornou uma notável guerreira de oração em favor de toda a sua família, morreu há sete anos, aos 92 anos. Quando ela morreu, ela contava com 92 bisnetos (além dos cinco filhos, 35 netos e um trineto)! (Nosso pai temente a Deus morreu no púlpito enquanto liderava um culto na igreja há quase três décadas.) Quase todos os netos, pela maravilhosa graça de Deus, estão agora andando com o Senhor, assim como muitos bisnetos. As orações dos meus pais junto ao trono da graça ainda são respondidas hoje! Não consigo expressar em palavras a beleza e a alegria de fazer parte de uma grande família cristã que teme o Senhor em espírito e em verdade.


Então, por favor, não leia este livro da forma errada: o juiz Hekman não tenta apenas acusá-lo de alguma falta. Leia este livro da forma correta. Ajoelhe-se diante de Deus e deixe que Ele seja o Senhor do tamanho da sua família. Deixe sua oração ser: “Senhor, não seja feita a minha vontade, mas a tua!”. Na verdade, deixe que Ele seja o Senhor de todas as áreas da sua vida. Entregue tudo a Ele. Viva de acordo com a máxima de Martinho Lutero: “Deixar Deus ser Deus é mais da metade de toda a religião verdadeira”, e você também experimentará a beleza e a alegria da vida cristã genuína, que rende toda honra ao Senhorio soberano de nosso incrível Salvador que agora está sentado à direita do Pai como Profeta, Sacerdote e Rei vitorioso, e em breve voltará nas nuvens para levar todos os seus inúmeros filhos para casa, para a família eterna de Deus no céu. Então, o céu, que é, como disse Jonathan Edwards, “um mundo de amor perfeito”, renderá glória perfeita para sempre ao Cordeiro que está sentado no trono e, por meio Dele, ao Deus trino para todo o sempre. Você pertence a esta família abençoada e eternamente alegre e deseja estar nesta família grande e perfeita para sempre? Dobre os joelhos diante do Rei Jesus, arrependa-se de seus pecados e creia só Nele quanto à sua salvação (At 16.29-31).



(O texto acima foi extraído do livro "12 Não é Demais: Redescobrindo o Senhorio de Cristo sobre o Tamanho das Famílias" de Randall Hekman. Você pode comprar o livro aqui. )

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